O clima já estava quente quando eu cheguei. Quente não. Fervendo. O ar no entorno da mesa borbulhava, quase tanto quanto a água necessária para o preparo de um bom café. Fui delicadamente colocado na mesa.
Mal me ajeitei e... Senti uma pequena vibração. Poucos minutos depois ouvi o tilintar do pires e dos outros copos na mesa. Só então me dei conta. Eu havia sido posicionado no olho de um furacão. Isso mesmo. E quem estava a ponto de explodir era uma mulher. Quarenta e poucos anos. Novamente um casal.
A tal senhora estava tão nervosa, tão nervosa, que não conseguia perceber o tamanho do escândalo que protagonizava. Ela tremia. Ele não entendeu o porquê de tanta excitação. “O que foi que eu fiz?”, pensava.
Em meio à tamanha confusão eu pincei uma frase. Simples. Mas esclarecedora.
- “Eu vi a sua nova secretária!” – Berrou insana.
O que? Toda aquela fúria por causa de uma secretária? Isso mesmo. Ele tentava justificar. Explicava que nem conhecia a moça. Que era uma funcionária como outra qualquer. Nada adiantou. A cada explicação. Um novo acesso de fúria.
- E você nunca reparou que ela é bonita?
- É bonitinha. Mas é minha secretária. Pára com isso!
Foi então que aconteceu o que eu mais temia. Ainda estava cheio. Já estava gelado. A esposa estendeu a mão e... Pegou-me... Em uma fração de segundos fui atirado contra a parede. Fiquei lá... Escorrendo. Marrom. Minha xícara quebrada.
Satisfeita, ela saiu. Deixou o marido – ou ex-marido – lá. Sentado. Pensando “O que está acontecendo... Eu nem havia reparado se a menina era bonita ou feia... Meu Deus!”. O gerente da casa se aproximou do homem. Devagar. Ele olhou para o homem. Este lhe devolveu o olhar e disse:
- Mais um café, por favor – impassível. Apático.
Fonte: Histórias de um Café. (AQUI)
Mal me ajeitei e... Senti uma pequena vibração. Poucos minutos depois ouvi o tilintar do pires e dos outros copos na mesa. Só então me dei conta. Eu havia sido posicionado no olho de um furacão. Isso mesmo. E quem estava a ponto de explodir era uma mulher. Quarenta e poucos anos. Novamente um casal.
A tal senhora estava tão nervosa, tão nervosa, que não conseguia perceber o tamanho do escândalo que protagonizava. Ela tremia. Ele não entendeu o porquê de tanta excitação. “O que foi que eu fiz?”, pensava.
Em meio à tamanha confusão eu pincei uma frase. Simples. Mas esclarecedora.
- “Eu vi a sua nova secretária!” – Berrou insana.
O que? Toda aquela fúria por causa de uma secretária? Isso mesmo. Ele tentava justificar. Explicava que nem conhecia a moça. Que era uma funcionária como outra qualquer. Nada adiantou. A cada explicação. Um novo acesso de fúria.
- E você nunca reparou que ela é bonita?
- É bonitinha. Mas é minha secretária. Pára com isso!
Foi então que aconteceu o que eu mais temia. Ainda estava cheio. Já estava gelado. A esposa estendeu a mão e... Pegou-me... Em uma fração de segundos fui atirado contra a parede. Fiquei lá... Escorrendo. Marrom. Minha xícara quebrada.
Satisfeita, ela saiu. Deixou o marido – ou ex-marido – lá. Sentado. Pensando “O que está acontecendo... Eu nem havia reparado se a menina era bonita ou feia... Meu Deus!”. O gerente da casa se aproximou do homem. Devagar. Ele olhou para o homem. Este lhe devolveu o olhar e disse:
- Mais um café, por favor – impassível. Apático.
Fonte: Histórias de um Café. (AQUI)



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